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00:00:00 | 07 de Março
Cantora Rosana aparece quase irreconhecível: qual o preço da beleza?
Sumida da mídia, a cantora Rosana, de 68 anos, surpreendeu os telespectadores ao participar do quadro Lip Sync, do programa Domingão com Huck. Ícone dos anos 80, Rosana apareceu com um rosto que parece ter sido bastante alterado com procedimentos estéticos, chegando a ser comparada com o Ken Humano.
A aparição dividiu opiniões nas redes sociais: "Rosana no 'Domingão', quase não reconheci', escreveu uma seguidora no Twitter. "Rosana está muito diferente", postou outro. "A mulher é completamente outra", opinou um terceiro.
Segundo o biomédico mestre em medicina estética, fisioterapeuta dermatofuncional e criador do método Harmonização Corporal, Thiago Martins, graças aos avanços tecnológicos aplicados na área da estética, existe, atualmente, um arsenal de procedimentos e tratamentos com intuito de trazer bem-estar e autoestima aos pacientes. O problema, entretanto, é quando acontece uma busca desenfreada por esses tratamentos.
O biomédico esclarece que o fato de o paciente estar sempre insatisfeito e sofrendo com a própria aparência é um forte indício de que algo está errado. "Em casos assim, haverá sempre uma busca incessante por procedimentos para mudar algo na face ou no corpo e isso nunca será o suficiente. Isso já se torna um forte indício de que o indivíduo sofre de um transtorno conhecido como Transtorno Dismórfico Corporal. É como se ele(a) enxergasse em si defeitos inexistentes", afirma.
Antes de qualquer procedimento, Martins explica que deve ser realizada uma consulta para avaliar qual o desejo do paciente e expor a ele a realidade do que pode ser feito e o que é mais indicado para aquele caso específico. "Acredito que o bom senso e a conversa sincera são fundamentais para que o indivíduo entenda até onde o profissional pode ir ou não. Existem padrões anatômicos, por exemplo, que devem ser seguidos à risca e que, se não forem feitos, podem gerar prejuízos à saúde do paciente".

Thiago ressalta que, durante a consulta, o especialista também deve estar atento à motivação do paciente. Para ele, um bom profissional deve avaliar se a demanda trazida pelo paciente é prejudicial, ou não e se irá ajudar a resolver as questões que o motivaram a procurá-lo. "Caso isso aconteça, cabe a ele recusar-se a realizar o procedimento. O importante é que haja transparência e diálogo para que a melhor solução seja encontrada", esclarece.
Foto: Instagram/Divulgação
Fonte: Estado de Minas