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CAMARA DE PORTO VELHO ABSOLVE TODOS OS VEREADORES INVESTIGADOS NA OPERAÇÃO APOCALIPSE

14 de Novembro de 2013

 

Os cinco vereadores investigados na Operação Apocalipse foram absolvidos na sessão que apurou a quebra de decoro parlamentar. A votação, iniciada na tarde de terça-feira (12), foi marcada por manifestações e se estendeu até a madrugada desta quarta (13). Com a absolvição, o processo foi arquivado e os parlamentares voltam ao trabalho na sessão da próxima segunda-feira (18).

A população da capital lotou o plenário para acompanhar a decisão do futuro político dos vereadores Jair Monte, Pastor Delson, Cabo Anjos, Marcelo Reis e Eduardo Rodrigues, que, de acordo com investigações da Polícia Civil, teriam envolvimento com uma suposta organização criminosa, revelada na Operação Apocalipse. Com reforço da Polícia Militar e avenidas bloqueadas, a votação começou com muita polêmica.

Ocupantes do plenário, favoráveis aos investigados, se manifestaram várias vezes. Para substituir os investigados e o presidente da câmara, Alan Queiroz, que é o autor da denúncia, os suplentes foram convocados. Após desentendimento com a mesa, Porfírio Costa e Silva, suplente de Alan, deixou o plenário. Em seguida, Walter Canuto, suplente do Cabo Anjos, também deixou o local. Também não estiveram presentes o vereador Edemilson Lemos, que pediu afastamento por problemas de saúde.

A sessão começou com a leitura do relatório no início da tarde. Com mais de 130 páginas, foram quase três horas de leitura do parecer final da comissão que investigou a quebra de decoro. Para ser aprovado, eram necessários 14 votos, ou seja, dois terços do total de aptos a votarem. A cassação do mandato, punição mais rigorosa, foi pedida para Jair Montes, Cabo Anjos e Pastor Delson.

O primeiro a ser livrado pelos colegas foi Jair Montes, o último a ser libertado da prisão. Durante o tempo que teve para se defender, seu advogado, Léo Fachin, alegou falhas no processo. Em seguida, Jair Montes falou em plenário e o discurso convenceu a maioria dos colegas. Faltando apenas um voto para que ele perdesse o mandato, Jair foi declarado inocente pela câmara. Emocionado, ele não quis falar com a imprensa.

Um voto que poderia fazer a diferença seria o de Márcio Pacele (PSB), mas ele decidiu se abster em todas as votações. Na sequência o plenário ouviu a defesa de Cabo Anjos, que contou com muitos apoiadores.

Outro vereador que estava com mandato ameaçado era o Pastor Delson. Seu advogado, o ex-presidente do Tribunal de Justiça de Rondônia, Sebastião Teixeira Chaves, usou quase uma hora na defesa e atacou o trabalho da comissão. O próprio vereador também se defendeu e convenceu, sendo absolvido por 13 votos favoráveis.

Em seguida vieram as punições mais leves, que foram pedidas no relatório. Marcelo Reis negou mais uma vez envolvimento com a organização criminosa. A punição pedida para ele era de uma suspensão do mandato por 30 dias, mas os vereadores rejeitaram.

E por último, Eduardo Rodrigues quebrou o silêncio e se disse injustiçado pela polícia. Para ele havia sido pedido apenas uma censura, que também foi rejeitada.

Um caso curioso foi do vereador Chico Lata, que era membro da comissão e havia aprovado o relatório, entretanto, na hora de votar, rejeitou integralmente as punições. O vereador não quis comentar a decisão.

Fonte:G1

Redação: RondoniaViP/Juarez Soares

 

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