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Polícia Civil conclui inquérito da morte do caminhoneiro José Batistela

23 de Junho de 2018

Indiciado por homicídio doloso quando há intenção de matar, Willians Maciel Dias, que fugiu do local logo após cometer o crime, teve sua prisão preventiva decretada

O delegado Núbio Lopes de Oliveira, da Delegacia de Homicídios de Vilhena (DHV), realizou na manhã desta última quinta-feira (21), uma coletiva de imprensa para esclarecer os detalhes sobre a conclusão do inquérito da morte do caminhoneiro José Batistela.

Segundo o delegado Núbio Lopes, através das investigações de algumas imagens de câmeras, eles constataram que logo antes do caminhão de José Batistela, havia outro.

Com base na identificação desse caminhão e da empresa, foi identificada também a identidade do motorista, que em contato com a polícia, contou que quando se deu conta da manobra abrupta feita pelo caminhão conduzido pela vítima, que se chocou contra a grade de proteção, ele foi obrigado a realizar uma manobra para evitar o choque. Quando olhou pelo retrovisor, ele percebeu que o para-brisa do caminhão da vítima estava quebrado, mas segundo o motorista, ele não pode parar o caminhão para ajudar por conta do rastreamento veicular, pois isso lhe traria problemas de ordem profissional.

Mas ao parar no Posto Fiscal, em contato com outros caminhoneiros, ele soube que um motorista de um veículo Gol cor preta, teria jogado pedras contra caminhões que trafegavam na Br-364 sentido Vilhena/Cuiabá-MT.

A partir dessas informações, os investigadores levantaram imagens de veículos com características semelhantes em vários pontos da região. Com essas informações, os suspeitos foram identificados por seus apelidos e um deles, Willians Maciel Dias, conhecido como “Javali”, tinha registrado em seu nome um veículo com as características idênticas. 

Ao chegar no endereço de Willians, o veículo suspeito foi encontrado estacionado em sua residência. Ao ser localizada, a esposa de Williams apontou a autoria criminosa ao marido.

Ainda de acordo com as informações, o instrumento do crime e outras pedras foram apanhadas pouco tempo antes por William, e mais dois homens, conhecidos pelo apelido “Borracheiro” e “Pepita”; com a intenção de joga-las contra os caminhões que abandonassem o movimento grevista.

Mas, segundo Núbio Lopes, as circunstâncias revelaram que “Borracheiro” e “Pepita” desistiram da ideia, sendo deixados por Willians em um posto de combustível próximo.

Na volta, acompanhado de sua esposa e filha, ao cruzar com o caminhão de José Batistela, na BR-364, no km 09, perímetro urbano, Willians pegou uma pedra de 1kg e 950 gramas e jogou contra o caminhão, que atravessou o para-brisa, atingindo e causando a morte de José Batistela. Segundo Willians, em seu depoimento para a polícia, sua intenção era apenas de provocar danos materiais no veículo da vítima, com a intenção de desencoraja-lo de prosseguir a viagem.

Indiciado por homicídio doloso quando há intenção de matar, Willians Maciel Dias, que fugiu do local logo após cometer o crime, teve sua prisão preventiva decretada, sendo preso no dia 7 de junho, após se entregar na Policia Civil, e segue preso na Casa de Detenção.

Quanto a esposa de Willians, “Borracheiro” e “Pepita”, não há indícios de autoria ou participação dos três no crime, por isso o foco das investigações restringiu-se apenas em desfavor de Willians.

 

Por Mileide Queiroz

 

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