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O Marketing político nas campanhas eleitorais

24 de Setembro de 2014

O marketing político é um sistema que opera de forma permanente em favor da gestão pública. Já o marketing eleitoral é um conjunto de técnicas e procedimentos que tem como objetivo preparar o candidato para o seu eleitor, visando assegurar maior visibilidade e coerência com as propostas a serem apresentadas, ele buscará se diferenciar dos seus concorrentes que estiverem na sua frente perante a corrida eleitoral.

De acordo com LINS DA SILVA, (...) “marketing político é um conceito amplo e abrangente, a partir do qual derivamos outros termos, como por exemplo: marketing eleitoral, propaganda política, propaganda eleitoral, publicidade política, publicidade eleitoral, propaganda ideológica, opinião pública e imagem pública. O conceito de Marketing Político normalmente deve trabalhar e harmonizar todos os outros conceitos citados.  (LINS DA SILVA, Carlos Eduardo. O marketing eleitoral. São Paulo: Publifolha, 2002 – Folha Explica, p. 32).

Pode destacar no marketing político algumas funções ou objetivos essenciais para qualquer candidato ou gestor público no curso do seu mandato. A citar:

- Posicionar o candidato (produto) na mente do eleitor (consumidor);

- Criar familiaridade ou relacionamento entre o “político” e a população;

- Ou mesmo, apresentar as realizações materiais da sua gestão.

Quanto a sua aplicação nos dias atuais, é notória a superficialidade e improvisação diante das reais necessidades das pessoas. São muitos candidatos que se equivocam no uso da propaganda eleitoral durante as suas campanhas. Muitos deles acreditam que será apenas com a panfletagem nas ruas, a intensa presença dos carros de som pelas avenidas será o suficiente para agregar valor à sua imagem e reputação.

 

Algumas dicas essenciais para os cidadãos e candidatos:

 

- A população tem diversas carências, não se coloque como o “salvador da pátria absoluto”. Não prometa o irrealizável, os seus eleitores irão cobrar com justiça.

- O candidato tem muitos escândalos nas costas.  Será que ele deve realmente levar a candidatura a diante só porque acredita que possui os melhores profissionais de marketing?

- Diante dos problemas sociais históricos, apresente soluções viáveis sem criar fantasias, mesmo porque a população no mundo em geral tem estado mais crítica, atenta e participativa da vida política e administrativa do seu país.  

- Numa Democracia, se é candidato à Presidência da República, não se deverá se comportar como governador destinando atenção para este ou aquele Estado com certa exclusividade. Abrirá portas para a rejeição em outros Estados. Da mesma forma o candidato a Governador, não pode se comportar como prefeito, focando apenas para Bairros de determinadas cidades. O resultado é o mesmo, rejeição em outras cidades.

Conclusão: No Estado Democrático de Direito há muitas formas de acesso a informação. Entretanto, o cidadão deve exercer o seu responsável papel realizando uma análise clara das propostas de campanha dos candidatos, confrontando ideias, enfim, pesquisando. É importante ler a Carta Magna do País – a Constituição Federal Brasileira, no sentido de saber com maior fundamentação sobre parte dos seus direitos e deveres, mesmo porque há candidatos que nunca tocou na legislação e irá legislar para o eleitor.

São algumas das questões que por hora deve iniciar uma reflexão. Que você possa levar em consideração os pontos aqui abordados, questionando claro, o que não lhe convir, mas sem perder o exercício da sua cidadania. Boas Eleições!

*Autor: Uemerson Florêncio – Empreendedor. Brasileiro, nascido em Salvador-Bahia. Realiza treinamentos na área de negócios e atua com desenvolvimento de Cidades. É Palestrante, pesquisador do Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da Khalifa Business, agência de negócios. Área de concentração acadêmica Relações Públicas com marketing pela Universidade Católica do Salvador – UCSAL e Comunicação e marketing pela UNIFACS. www.facebook.com/uemerson.florencio

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