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Vigilantes fecham rodovias federais, em Rondônia, após demissões

05 de Agosto de 2013

Na manhã desta segunda-feira (5) vigilantes de escolas em vários municípios de Rondônia realizam manifestações em diversos pontos do estado contra a decisão do governo estadual, que deve demitir, até o dia 30 de agosto, cerca de 2,5 mil profissionais terceirizados. De acordo com o presidente do Sindicato dos Vigilantes (Sintesv/RO), Paulo Tico, o movimento pede a suspensão da decisão que vai acabar os contratos com três empresas de vigilância que atendem escolas da rede estadual de todo o estado. Vários trechos da BR-364 - em Ariquemes, Vilhena e Cacoal - e um trecho da BR-425, em Guajará-Mirim (RO) foram interditados.

Segundo Paulo, o governo alega que as escolas passarão a ser monitoradas por câmeras de segurança e, por isso, os vigilantes seriam dispensados. Nesta segunda, o efetivo já teria sido reduzido em 25% e as demais demissões devem acontecer até o dia 30 deste mês. “Sem os contratos, as empresas não têm como manter o vigilantes”, justifica o presidente do sindicato.

Com as manifestações, a categoria pede que a decisão seja revista e o cancelamento dos contratos suspenso. O ato marcado para esta segunda, em Porto Velho, foi cancelado.

A decisão de reduzir gastos e mudar a estrutura de segurança nas escolas foi anunciada pelo governo no dia 16 de julho. Câmeras de monitoramento devem ser instaladas para garantir a ordem nas unidades de ensino.

Em nota a Secretária de Educação Isabel Luz informou que esta é a única maneira encontrada para reduzir os gastos com vigilância patrimonial, estimados em R$ 57 milhões.

BR-364, em Vilhena, RO, também foi fechada por vigilantes (Foto: Jonatas Boni/G1)BR-364, em Vilhena, RO, também foi fechada por vigilantes (Foto: Jonatas Boni/G1)

Vilhena
Cerca de 200 manifestantes fecharam o trevo entre a BR-364 e a BR-435, que liga Colorado do Oeste e Cerejeiras a outras cidades do Cone Sul. O bloqueio da rodovia durou quase duas horas e, durante a manifestação, apenas ambulâncias, viaturas policiais e pessoas que precisavam fazer exames médicos puderam passar.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o sindicato responsável pelo protesto não comunicou oficialmente a polícia sobre o fechamento da rodovia federal e, por conta disso, o representante do sindicato foi notificado.

De acordo com a PRF, o protesto seguiu pacífico, mas houve um momento crítico quando uma mulher tentou furar o bloqueio com o carro. Impedida pelos manifestantes, a condutora retirou as pedras e madeiras colocadas na rodovia. Os grevistas tentaram impedir e a mulher, professora de uma escola de Vilhena, tentou jogar uma pedra contra um vigilante. Ao todo, mais de 20 quilômetros de congestionamento foram registrados.

Manifestação em Ji-Paraná fechou acesso à ponte da cidade, que liga os dois distritos (Foto: Roger Henrique/G1)Manifestação em Ji-Paraná fechou acesso à ponte da cidade, que liga os dois distritos (Foto: Roger Henrique/G1)

Ji-Paraná
Aproximadamente 160 vigilantes trabalham em 32 escolas estaduais de Ji-Paraná. Nesta segunda, em adesão à manifestação no estado, o grupo se reuniu sobre a ponte do Rio Machado, que liga os dois distritos da cidade. Segundo Ozéias Ribeiro, representante do Sintesv-RO, a paralisação será estendida até o fim da manhã. A categoria aguarda alguma posição do governador Confúcio Moura e afirma que se não tiverem uma resposta positiva, mais manifestações acontecerão nos próximos dias.

Ariquemes
Cerca de 50 vigilantes fecharam a BR-364, próximo à cabeceira da Ponte do Rio Branco, a cerca de oito quilômetros de Ariquemes (RO), na manhã desta segunda (5). Segundo o representante regional do Sintev-RO no município, Francisco das Chagas, pelo menos 40 trabalhadores, dos 120 lotados em Jaru, Buritis, Alto Paraiso, Cacaulândia, Monte Negro e Machadinho do Oeste já foram demitidos. Só em Ariquemes, oito escolas estaduais já sentem os reflexos da decisão.

Durante a manifestação que durou mais de uma hora, pneus e galhos de árvores foram queimados na rodovia, impedindo a passagem de veículos. Ao G1, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que a manifestação seguiu pacífica e o congestionamento chegou a cinco quilômetros em cada uma das pistas. O trânsito já foi liberado.

Br-364 fechada em Ariquemes, RO (Foto: Eliete Marques/G1)BR-364 fechada em Ariquemes, RO (Foto: Eliete Marques/G1)

Cacoal
A BR-364, na região de Cacoal (RO), também foi fechada pelos manifestantes. Mais de 300 vigilantes de Cacoal, Pimenta Bueno, Espigão do Oeste e Rolim de Moura permanecem no local, de acordo com o representante do Sintev-RO no município, Renato Oliveira Santos. Com mais de dois quilômetros de congestionamento, segundo a PRF, apenas carros de emergência e transporte escolar estão sendo liberados.

Segundo o sindicato, em Cacoal, 27 vigilantes já foram demitidos, dos cerca de 160 profissionais. Dezoito escolas estaduais de Cacoal, Riozinho e Ministro Andreazza serão afetadas pelas demissões.

Guajará-Mirim
Em Guajará, metade de um total de 60 vigilantes interditou a BR-425, em frente ao campus da Universidade Federal de Rondônia, nesta segunda-feira. De acordo com a PRF, um congestionamento está se formando do local. Caminhões e taxistas estão parados.

Fonte: G1

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