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PRESIDIÁRIO ESTUDA DUAS HORAS POR DIA PARA PROVA DO ENEM 2013, EM RO

22 de Outubro de 2013

 O bom resultado conquistado no Exame Nacional do Ensino Médio de 2012 (Enem) fez Anderson Alves, de 32 anos, se inscrever pela segunda vez no Enem deste ano. Cumprindo pena no Centro de Ressocialização Cone Sul, em Vilhena (RO), Anderson deseja fazer um curso na área de ciências exatas. As provas para presidiários devem acontecer apenas em dezembro, segundo o Ministério da Educação, mas para garantir a tão sonhada classificação em universidades públicas, o detento estuda, pelo menos, duas horas por dia.

“No ano passado quase me classifiquei em agronomia, no Instituto Federal de Rondônia (Ifro), em Colorado do Oeste (RO)”, relembra. Segundo Anderson, sua melhor nota no Enem 2012 foi a da redação e língua portuguesa. Mas se não conseguir uma classificação na área de exatas, o que ele deseja mesmo é fazer um curso de nível superior. Anderson é alfabetizador do Programa Brasil Alfabetizado (PBA) criado pelo Ministério da Educação, o projeto tem o objetivo de promover a superação do analfabetismo entre jovens com mais de 15 anos, adultos e idosos.

Anderson atende, segundo a direção do Centro de Ressocialização, 15 alunos e cinco ouvintes no projeto. Por ser alfabetizador, o detento recebe do governo federal uma bolsa no valor de R$ 500. Mas o que conta mesmo é a experiência adquirida com o projeto. “Estou dando aula desde o mês de abril e isso, sem sombra de dúvidas, tem me ajudado para o Enem”, conta o preso.


De acordo com a direção do presídio, 15 apenados farão as provas do Enem nos dias 3 e 4 de dezembro. Lorizete Almeida, de 47 anos, está nesta lista. Preso há 6 meses, ele sonha em fazer o ensino superior. “Está sendo uma realização, pois nunca havia tido esta oportunidade. Farei o Enem pela primeira vez. A educação é o caminho para a ressocialização”, declara. Ao G1, o apenado disse ter vontade de fazer uma faculdade de direito ou pedagogia. Para o Enem 2013, Almeida também se dedica aos estudos duas horas por dia.


Segundo Juraci Duarte, diretor da unidade prisional, a Secretaria de Educação de Rondônia elaborou apostilas para preparar os candidatos ao Enem. “Eles estudam além da sala de aula, pois sempre levam o material para as celas”, explica. O estudo dentro do presídio tem obtido resultados positivos, de acordo com Duarte. “O comportamento deles melhorou bastante”, acredita.
Para ajudar ainda mais os presos interessados em estudar, a direção criou recentemente uma biblioteca. “Conseguimos duas prateleiras através de doações. Mas ainda precisaríamos de mais uma”, explica. Segundo Duarte, Lorizete Almeida foi escalado para levar livros às celas, uma vez por semana.

Os professores de língua portuguesa, José Mendes e Pedro Tereza, também acreditam na ressocialização de apenados através da educação. “Temos alunos com média de 9,5 aqui no presídio. Isso é surpreendente”, explicam. De acordo com os professores da Educação de Jovens e Adultos (EJA) da unidade prisional, 27 alunos estão ganhando uma experiência nova com a educação. Entre apenados que estudam EJA e o Programa Brasil Alfabetizado, a direção do presídio estima que 86 alunos estejam frequentando a sala de aula.

 

Da redação: França Silva/Jonatas Boni 

 

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