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Bolsa sobe com apoio de Petrobras e dólar recua a R$ 3,38

12 de Abril de 2018

O Ibovespa, índice das ações mais negociadas, subiu 0,87%, para 85.245 pontos

A Bolsa brasileira subiu nesta quarta-feira (11), passando ao largo das tensões internacionais provocadas pela ameaça do americano Donald Trump de lançar mísseis na Síria, em desafio à Rússia. Já o dólar caiu após sinalização do Banco Central de que tem armas para conter a volatilidade no mercado cambial.

O Ibovespa, índice das ações mais negociadas, subiu 0,87%, para 85.245 pontos.

O dólar comercial recuou 0,76%, para R$ 3,387. O dólar à vista fechou com baixa de 1,09%, para R$ 3,388.

O mercado financeiro brasileiro foi pouco afetado pela ameaça do presidente americano, Donald Trump, de realizar uma ação militar à Síria em resposta a um suposto ataque com gás.

"A Rússia promete derrubar todo e qualquer míssil disparado contra a Síria. Prepare-se, Rússia, porque estão a caminho, lindos e novos e 'inteligentes'!", escreveu Trump no Twitter.

Na terça-feira, a Rússia alertou que qualquer míssil dos EUA disparado contra a Síria devido ao ataque fatal contra rebeldes será abatido.

"Embora seja iminente o lançamento dos mísseis, não temos novidades nesse aspecto. O mercado correu o risco de se expor antes do lançamento dos mísseis", diz Cleber Alessie, da corretora HCommcor. A turbulência provocou a queda dos principais índices americanos e europeus. Nos EUA, o Dow Jones caiu 0,90%, o S&P 500 teve baixa de 0,55%, e a Nasdaq se desvalorizou 0,36%.

Na Europa, a Bolsa de Londres caiu 0,13%. Paris perdeu 0,56%, Frankfurt teve queda de 0,83% e Milão recuou 0,69%. Madri se desvalorizou 0,28%, e Lisboa recuou 0,99%.

Ainda do exterior, dados fracos de inflação nos Estados Unidos contribuíram para a queda do dólar. Os preços ao consumidor no país caíram em março pela primeira vez em dez meses, pressionados por um declínio no custo da gasolina, mas o núcleo da inflação continuou firme em meio ao aumento dos preços de saúde e aluguel.

Excluindo os componentes voláteis de alimentos e energia, o índice teve alta de 0,2%. O núcleo dos preços ao consumidor subiu 2,1% na base anual em março, o maior avanço desde fevereiro de 2017, após alta de 1,8% em fevereiro.

Os investidores analisaram também a ata da última reunião do Federal Reserve (Fed, banco central americano), em março, quando a taxa de juros dos Estados Unidos subiu para a faixa de 1,5% a 1,75% ao ano. Segundo o documento, os membros do Fed demonstraram preocupações com o impacto das políticas comerciais e fiscais do governo Trump.

O dólar se desvalorizou ante 22 das 31 principais moedas do mundo.

Aqui, declarações do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, contribuíram para a queda do dólar. Ele afirmou que o Brasil tem colchões para enfrentar a recente volatilidade nos mercados financeiros, como elevadas reservas internacionais e estoque mais baixo de swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares.

"Embora apenas palavras, fizeram preço, mesmo que ele não tenha dito que vai usar as reservas", afirma Alessie.

O Banco Central vendeu lote de 3.400 contratos de swaps cambiais tradicionais (equivalentes à venda de dólares no mercado futuro). O BC rolou US$ 510 milhões do total de US$ 2,565 bilhões que vencem em maio.

O CDS (credit default swap, espécie de termômetro de risco-país) teve queda de 1,26%, para 166,4 pontos.

No mercado de juros futuros, os contratos mais negociados caíram. O DI para julho deste ano caiu de 6,297% para 6,285%. O DI para janeiro de 2019 recuou de 6,275% para 6,260%.

 

AÇÕES

 

Dos 64 papéis do Ibovespa, 37 subiram, 26 caíram e um fechou estável.

 

A maior alta do Ibovespa foi registrada pelas ações da BRF, que subiram 5,28%. Os papéis reagiram à expectativa com a mudança na liderança do conselho de administração da companhia, em assembleia prevista para 26 de abril.

A Cosan subiu 3,98%, e a Embraer se valorizou 3,97%, após o ministro interino da Defesa, general Joaquim Silva e Luna, avaliar que o acordo entre a empresa e a Boeing está perto de sair.

A Marfrig liderou as baixas, após disparar por dois pregões seguidos. As ações caíram 5,75%. A MRV recuou 4,24% e a Suzano perdeu 2,91%.

As ações da Petrobras subiram em linha com a alta do petróleo em meio ao aumento das tensões entre Estados Unidos e Rússia envolvendo a Síria. Os papéis mais negociados da estatal avançaram 1,87%, para R$ 21,80. As ações com direito a voto se valorizaram 2,31%, a R$ 24,35.

Os papéis da mineradora Vale perderam 0,45%, para R$ 44,64, apesar da alta do minério no exterior.

No setor financeiro, os bancos subiram. O Itaú Unibanco avançou 1,65%. As ações preferenciais do Bradesco tiveram alta de 2,34%, e as ordinárias ganharam 2,47%. O Banco do Brasil se valorizou 0,83%, e as units -conjunto de ações- do Santander Brasil avançou 1,96%.

 

Foto: iStock (Imagem ilustrativa)

Fonte: Folhapress

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