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Organizações religiosas apoiam lei que “legaliza o aborto”

03 de Agosto de 2013

Enquanto entidades religiosas como a CNBB e o Fórum Evangélico Nacional de Ação Social tentaram pedir o veto da PL 03/2013, outras lideranças enviaram à presidente Dilma Rousseff uma carta em favor da lei que amplia atendimento para vítimas de violência sexual.

Mais de 70 pessoas ligadas à Aliança de Batistas do Brasil, Centro de Estudos Bíblicos (CEBI), Católicas pelo Direito de Decidir, Conselho Latino-Americano de Igrejas e Rede Ecumênica da Juventude (REJU) assinam a carta que não só defende o projeto como se compromete a ensinar nas igrejas que as mulheres que passarem por tais sofrimentos poderão contar com a rede pública de saúde.

O texto chega a dizer que no cenário de violência sexista até mesmo a Bíblia tem sido usada “como imaginário cultural que legitima ou naturaliza os cenários domésticos e públicos de agressão”.

“Na Bíblia encontramos relatos do passado em que comunidades são chamadas a afirmar o amor e a justiça em seus contextos. Muitas das questões ainda nos desafiam hoje, entretanto as respostas estão condicionadas aos equipamentos simbólicos e materiais disponíveis em cada tempo. O exercício da interpretação bíblica, quando não feito de maneira fundamentalista, nos ajuda a manter o exercício da crítica em relação às respostas sociais disponíveis”, diz trecho da carta.

A carta foi postada no site da Igreja Metodista de São Paulo no dia 31 de julho, um dia antes da presidente Dilma Rousseff sancionar o PL 03/2013 que, ao estender o tratamento médico e psicológico para vítimas de violência sexual, pede a profilaxia da gravidez, termo que gerou crítica de grupos que defendem a vida.

A CNBB, Federação Espírita do Brasil, Fórum Evangélico Nacional de Ação Social e Política, Movimento Nacional da Cidadania pela Vida Brasil e outras entidades pediram o voto total ou parcial do projeto para poder corrigir o termo e evitar que a lei aprove o aborto. As bancadas evangélica e católica também tentaram interferir na aprovação da lei, que havia passado pela Câmara e pelo Senado, mas as medidas tomadas não foram suficientes para convencer o governo de vetar a proposta.

Projeto terá revisões
Para impedir a má interpretação do texto já aprovado, a presidente deve encaminhar um projeto de lei para corrigir duas imprecisões técnicas no texto: a primeira delas é sobre o conceito de violência sexual que deverá ser esclarecido e a segunda será a explicação do método a ser usado pelos médicos para impedir a gravidez. De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, os médicos deverão usar a pílula do dia seguinte, medicamento que deve ser consumido em até 72 horas após a relação sexual não consentida para evitar que o óvulo seja fecundado.

Fonte: Gospel Prime

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