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O fim de um imposto que ajudará a livrar o País de um grande mal

18 de Julho de 2017

PERGUNTINHA Será que se nossos governantes e parlamentares tivessem que viver, apenas um mês que fosse, com o que é obrigado a viver um pobre brasileiro, eles aprovariam o valor ridículo de 979 reais como o novo salário mínimo para 2018?

Um dos grandes avanços da polêmica reforma trabalhista, foi o fim do imposto sindical obrigatório. Claro que entre os mais de 16.800 sindicatos registrados no Brasil (eram em torno de 13.000 quando começou o primeiro governo Lula, em 2002), há alguns sérios e importantes para suas categorias.

 

Mas o título de campeão mundial de entidades classistas, que ostentamos sem nenhuma chance de perder o posto para o segundo colocado, a África do Sul, que tem 198 entidades deste tipo, mostra bem o que esse negócio rentável e descontrolado representa de riqueza e ostentação para alguns poucos milhares de dirigentes, contra o prejuízo de milhões de trabalhadores, que ainda serão obrigados, até abril do ano que vem, a dar de presente para a malandragem, um dia de seu suor e do seu trabalho.

 

Quase sempre com retorno zero, ressalvando-se as tradicionais exceções.

 

Criados para encher os bolsos de poucos e usar a categoria como massa de manobra para o petismo e seus aliados, só na última década, nos governos Lula e Dilma, surgiram cerca de 3.500 novos sindicatos. A grande maioria deles vive apenas do imposto sindicato obrigatório e, é claro, a tendência é que os trabalhadores e o Brasil se livrem deles, por inúteis e dinheiristas quando o imposto não for mais obrigatório. Muitas dessas entidades foram criadas apenas nos cartórios, para terem direito à dinheirama oficial. Em 2013, por exemplo, só para ter um ano de referência, foram descobertos 960 sindicatos fantasmas no país. Quase 870 foram fechados, mas muito ressurgiram, pouco depois, com outros nomes e com a mesma tática criminosa, quase nunca punida. O próprio Ministério do Trabalho, na época, informava que “existiam sindicatos que não existem”. Eram apenas registrados para arrecadar, encher o bolso de alguns e servir de base de apoio à República Sindicalista, ampliada ao extremo nos governos petistas. Vamos aos números da grana: em 2016, o Ministério do Trabalho e Emprego repassou para os sindicatos, federações e confederações de classe (e aí se computam entidades patronais, muitas delas também criadas apenas no papel), nada menos do 3 bilhões e 500 milhões de reais.

 

É o fim dessa sacanagem que a Reforma Trabalhista trará de mais importante ao país. Fim dos sindicatos fajutos; fim de entidades fantasmas que enchem de caviar a mesa dos seus dirigentes, enquanto os trabalhadores estão em situação cada vez pior; fim do sindicalismo político partidário. Agora, o poder voltou às mãos dos trabalhadores. Eles é quem decidirão quem os representará. Enfim, ao menos um avanço importante, num país onde muitas leis são feitas apenas para proteger o mal.

 

CAÇA AOS ANALFABETOS

 

A Prefeitura de Porto Velho, em parceria com a Federação das Indústrias do Estado, a Fiero, começa uma espécie de caçada do bem, entre o final deste mês de julho e a primeira semana de agosto. Trata-se da caça aos analfabetos, para localizá-los e colocá-los num programa especial de alfabetização. Os números do IBGE apontam que a capital rondoniense teria hoje mais de 26 mil analfabetos, num dos maiores índices negativo, nesse quesito, em todo o país. Numa população de cerca de 500 mil pessoas, teríamos 6 por cento de analfabetos. Contando só a população adulta, esse percentual poderia saltar para entre 9 e 10 por cento. Em pleno Século 21. E apenas de pessoas que não sabem ler e nem escrever nada. Estão fora dessa contagem os chamados analfabetos funcionais, que somente sabem assinar o próprio nome e pouco mais que isso. Nesse sentido, tem que se elogiar a ação da Prefeitura, junto com a Fiero. Mas há um senão, nessa história: Porto Velho teria perdido, por falta de projeto, uma verba federal, para combater o analfabetismo. O assunto repercutiu na Câmara de Vereadores e a situação do que ocorreu está sendo levantada.

 

HOTEL PRESÍDIO

 

Usado por muitos presos como se fosse apenas um hotel de passagem, o presídio 470, de segurança máxima (kkkkkkkkkkkkk), já registrou várias fugas. Na última, quatro bandidos perigosos puderam, sem serem incomodados, preparar um lençol, amarrado como corda, para subirem ao muro e de lá saltarem para a liberdade. Ninguém sabe, ninguém viu. Além de todos os bandidos que pulam pelas ruas, cometendo mais crimes, com suas flamantes tornozeleiras eletrônicas, eis que o novo presídio da Capital se transforma, como se fosse um local de passagem para que vários criminosos, extremamente perigosos, cruéis, alguns irrecuperáveis, se preparem para a volta triunfal ao mundo do crime. Enquanto a população fica novamente à mercê desses assassinos e criminosos contumazes, depois de ter respirado um pouco mais aliviada, quando eles foram presos, não há explicação plausível para tantas fugas e com tanta facilidade. O que estaria acontecendo? Porque não há informação oficial sobre as medidas que estão sendo tomadas para identificar o que ou quem estaria dando uma mãozinha para que a bandidagem volte às ruas? Alguém foi punido? As respostas, até agora, têm sido silêncio total…

 

O REI DA CACHAÇA

 

Quem for flagrado dirigindo com um percentual acima de 0,1 mg/litro de álcool, denunciado pelo bafômetro ou etílômetro, já terá ultrapassado o limite permitido por lei e começa a pagar uma multa de 995 reais. Pode ter ainda a habilitação apreendida e ser preso, dependendo do volume de álcool detectado. Neste final de semana, por exemplo, só em Porto Velho, sete bêbados caíram nas blitz da Polícia de Trânsito. Mas o que dizer de um sujeito que tinha 1,34 mg/litros registrados pelo bafômetro e que andava em zigue zague por uma rodovia de Goianópolis, perto de Goiânia? Pois esse anormal foi preso e registrou o maior volume de álcool no sangue, entre todas as apreensões de motoristas bêbados feitos pela Polícia Rodoviária Federal no país, desde que a Lei Seca foi implantada. O motorista andava por uma rodovia de trânsito pesado, depois de consumir quase 14 vezes mais que o permitido pela Lei Seca. Tem cura um cara desses?

 

“SHOW” NOS SINAIS…

 

Eles são cada vez em maior número. Antes eram mais argentinos e bolivianos. Haviam também alguns paraguaios. Mas agora, com a crise política e econômica que está arrasando com a Venezuela, são muitos representantes deste povo amigo e vizinho que chegam em Porto Velho em grande número, como estão chegando em outras cidades da região norte. Muitos deles se uniram aos que estão há mais tempo nas ruas, fazendo malabares e tentando arrancar alguns trocados dos motoristas, geralmente constrangidos, assistindo aos “shows” enquanto o sinal não abre. A maioria dos que estão nos sinais de trânsito da cidade, até há bem pouco, era de maiores de idade. Agora, a história começa a mudar. Já se vê também a presença de muitas crianças, algumas que não chegaram ao segundo dígito na idade, limpando para brisas dos carros e pedindo dinheiro. A miséria da periferia se soma à pobreza dos nossos irmãos de língua espanhola, que são cada vez mais vistos pelas ruas de Porto Velho. Não se vê nenhum representante do Conselho Tutelar ou de qualquer outra instituição de proteção às crianças, agindo nesses locais.

 

A NOVA VISÃO DA GLOBO?

 

Enfim, parece que a poderosa Globo, que estava fazendo uma grande campanha de criminalização da polícia, como se fosse ela a culpada pela guerra civil no Rio de Janeiro, teve que recolher os flaps e reconhecer que a verdade é bem outra. No Fantástico do último domingo, a poderosa emissora começou a mostrar a crueldade da bandidagem, que mata com frieza, que além de roubar, faz questão se atirar na cabeça das vítimas. Quase que pediu por favor, para que os bandidos não fossem assim, tão……bandidos, mas ao final teve que mostrar a realidade. A impunidade e as leis ridículas aprovadas para apoiar o crime; as benesses aos criminosos; a forma gentil e carinhosa com que alguns membros do Judiciário tratam assassinos, imaginando, do alto da sua pureza ideológica, que a culpa de tudo é da sociedade, começam a arrefecer, ante a realidade, a crueldade, a maldade. Claro que a Globo – e outros veículos poderosos – estão longe de engolir tudo o que disseram. Mas já é um começo….

 

A REVOLTA DOS CAXARI

 

O site Rondoniaovivo publica com exclusividade que índios da etnia Caxari, que vivem na Ponta do Abunã, estão preparando um grande protesto para essa semana, inclusive ameaçando atacar, naquela região, as torres de transmissão de energia, que a levam para nosso vizinho Acre. Se chegasse a esse ponto, os acrianos poderiam ficar às escuras, não se sabe por quanto tempo. O clima é de guerra entre os indígenas, que dizem não suportar mais tantas promessas feitas a eles e jamais cumpridas pelas autoridades. O protesto seria realizado por mais de 300 índios, segundo o site. Eles exigem energia, educação de qualidade, estradas, atendimento à saúde e outros serviços públicos para as seis aldeias que estão instaladas na região: Kawapó, Buriti, Tshakuby, Barrinha, Central e Aldeia Nova. Antes que aconteça alguma coisa mais séria, não seria o caso de alguma das nossas chamadas “autoridades competentes” aproveitarem o serviço de utilidade pública prestado pelo Rondoniaovivo e ir até, negociar com os índios? O alerta foi dado…

 

PERGUNTINHA

 

Será que se nossos governantes e parlamentares tivessem que viver, apenas um mês que fosse, com o que é obrigado a viver um pobre brasileiro, eles aprovariam o valor ridículo de 979 reais como o novo salário mínimo para 2018?

 

Fonte: Sérgio Pires

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